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Matéria comparando Shakespeare e Chespirito, e comentando outros apelidos que Bolãnos poderia ter

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Encontrei esse artigo dentre os sites que mandam visitas para o blog Vizinhança do Chaves (embora ele não seja parceiro do blog). Achei interessante compartilhá-lo por aqui:

A música triste do Chaves e seu misterioso elo com Shakespeare, Cervantes e os origamis

Roberto Bolaños, criador das histórias do personagem Chaves, recebeu, recentemente, homenagens de 17 países das Américas. O evento aconteceu no México, onde Bolaños é mais conhecido como Chespirito, diminutivo carinhoso de Shakespeare (ou Chekspir, em Espanhol).

Este apelido foi dado pelo cineasta Agustín P. Delgado a fim de destacar a semelhança entre o dramaturgo inglês e o dramaturgo mexicano.

Estão presentes, nas histórias Del Chavo Del Otcho, ingredientes shakespeareanos. Um tom trágico se ergue como paisagem de fundo de uma narrativa em que a comédia não é propriamente um fim, mas um meio, um desvio que nos conduz meio que desavisadamente aos domínios da tragédia.

Basta lembrar certas situações de alguns episódios, como o momento em que a personagem Chiquinha, interpretada pela atriz Maria Antonieta de las Nieves, pergunta a Chaves se ele conhecia o mar. Ele mentiu, dizendo que sim. A seguir, Chiquinha, para testar a veracidade da afirmação, pergunta a Chaves qual o tamanho do mar. Ele responde, com um gesto, que o mar tem a medida da distância entre suas duas mãos separadas (menos de um metro). Chiquinha pergunta de onde ele tirou aquele absurdo e ele diz que aquele era o tamanho do mar quando visto na tela de uma televisão.

Assim como acontece nas histórias de Chaves, na obra de Shakespeare, era comum a oscilação entre tragédia e comédia. Porém, a presença da comédia era restrita, funcionando de certa maneira como um momento de intervalo.

Além disso, os lances de comédia eram providenciados por personagens que não pertencem à elite. Como observa o antropólogo Norbert Elias, esta estratégia de Shakespeare – hoje considerada como algo revolucionário - era vista com maus olhos pela nobreza de outros países europeus. A mistura de diferentes estratos sociais era entendida como um insulto ao formato canônico da tragédia.

Na versão brasileira das histórias do Chaves, a música de fundo para os momentos mais tristes é de autoria do musicista clássico John Charles Fiddy, da Grã-Bretanha. Talvez isto seja um indicativo inconsciente da conexão entre as histórias de Bolaños e as de Shakespeare.

Não seria estranho se em vez de Chespirito, Bolaños tivesse sido apelidado de Cervantito, em alusão a Miguel de Cervantes. A figura de Chaves também remete à obra Dom Quixote, porém de modo peculiar, promovendo, nos diferentes personagens, a fusão contraditória do caráter naif de Dom Quixote e da astúcia de Sancho Pança.

Os origamis são a arte japonesa de criar diferentes representações com dobras geométricas de uma peça de papel, sem cortá-la ou colá-la. O sentido da dobradura, no origami, é a exploração artística da vacilação, da hesitação, da indecisão. É uma arte que se pauta pela oscilação.

A narrativa de Chaves tem um caráter análogo ao do origami. Um dos grandes elementos causadores do riso, em Chaves, é a oscilação de caráter dos personagens, que, num momento comportam-se como crianças inocentes e no seguinte como adultos cruéis. E o contrário também ocorre. Os adultos são tomados pela inocência e as crianças pela crueldade. Portanto, outro apelido que Roberto Bolaños poderia receber é o de Akirito, em referência ao japonês Akira Yoshizawa, o principal responsável por conferir à técnica do origami o estatuto de arte.

Fonte: http://acediadepegasus.blogspot.com.br/2012/03/musica-triste-do-chaves-e-seu.html

Postado

E dizem que é dificil descrever o segredo do sucesso absoluto das séries, alguns dizem ser magia. Está descrito aí perfeitamente o ponto em que Chespirito passa a ser gênio. Belissimo texto.

Postado

Que ótimo texto! Muito bom mesmo. Só pecou aqui:

"Del Chavo Del Otcho"

Bom, mas isso é o de menos, as comparações são super bem feitas e bem colocadas.

Postado

É muito bom ver um texto bonito desses com comparações que demonstram não só a gênidade do mestre Chespirito como também que aquilo tudo pode SIM ser chamada de Arte.

Esse texto salvou aquela matéria da Mulher que criticava Chespirito.

Postado

Muito bom texto :joinha:

Postado

Muito boa a matéria. Gostei. ^_^

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  1. RenatoCS
    RenatoCS respondeu ao tópico de Seu Furtado em Exibições Internacionais
    Miércoles 8 de julio: En la madrugada Teleamazonas Nacional (incluido Guayaquil) Chapulín Colorado ✔️ Episodio 182 (1977): No son todos los que están ni están todos los que son El Chavo ✔️ Episodio 240 (1979): Pescaditos de colores
  2. E.R
    E.R respondeu ao tópico de Andy em Fórum Único Chespirito
  3. E.R
    E.R respondeu ao tópico de Raphael em Fórum Único Chespirito
    Mas eu só conto isso para os materiais MAGA, os Herbert Richers se o SBT quiser passar só para a rede ou para o Nordeste, o importante é que passe. Inclusive os episódios que passaram no Nordeste já tirei da minha lista do material que falta passar. A mesma coisa vale para o Chapolin, se alguma afiliada exibir o episódio da despedida nesse ciclo, eu tiro da minha lista do que falta passar. E dos episódios comuns não anuais que tem apenas uma parte só com dublagem MAGA (sem contar os 2 episódios ainda não exibidos no ciclo - peixinhos e o outro), faltam 18 episódios para o SBT exibir no domingo (não estou nem contando mais o Clube, apenas a exibição de domingo mesmo, no Clube do Chaves se o SBT quiser exibir só Chapolin e Chaves Herbert Richers, por mim, tanto faz). O SBT devia exibir esses episódios no domingo, mas prefere reprisar material já exibido na rede em 2025, paciência, né. Pelo menos não preciso acordar cedo no domingo de manhã. Dos episódios não anuais com dublagem MAGA, da temporada de 1979 do Chaves, o SBT já exibiu para a maioria das grandes cidades do Brasil o total de 35 episódios. Dessa temporada de 1979, o SBT só não exibiu para a maior parte das praças na TV aberta, os 3 episódios "O dia de São Valentim", "É duro ser eletricista" e "A fonte dos desejos", exibidos apenas na exibição de segunda a sexta. E, com relação à temporada de 1977, o SBT já exibiu para a maioria das praças o total de 28 episódios. Dos episódios de 1977 que tem apenas uma parte, só "Uma aula de canto" não foi exibida para a maioria das praças no ciclo atual (2024, 2025 e 2026). Tem outros episódios dessa temporada de 1977 que também não foram exibidos, mas como eles fazem parte de sagas de 3 partes, é até compreensível. Eu não sei se o SBT não exibe por má vontade, por incompetência, por burrice, se eles querem saturar a série pra audiência cair e eles poderem botar outra coisa no lugar, se eles gostam de irritar os fãs e ver os fãs reclamando nos fóruns e nas redes sociais, aí eu não faço ideia. Só sei que a última exibição com alguma novidade no SBT foi no dia 25 de junho.
  4. Cleberson
    Cleberson respondeu ao tópico de Raphael em Fórum Único Chespirito
    Acho péssimo, super injusto uma parte do Brasil por exemplo ver algum material inédito ou mais raro de passar, enquanto outra parte vê as mesmas porcarias manjadas de sempre, sem contar que com isso de sinal diferenciado somos obrigados aguentar as listas do E.R todo fim de semana considerando que tal episódio não vale no ciclo só pq não passou no SBT Rio.
  5. Cleberson
    Cleberson respondeu ao tópico de Raphael em Fórum Único Chespirito
    Fico na dúvida se agora com o Clube às 12h45 o SBT Brasília e RS que exibiram Chaves local das 12h40 as 13h00, vão enrolar pra já entrar em rede às 12h45, ou se vão manter o Chaves local até 13h00/13h05 entrando na rede apenas no segundo episódio. Segue a dúvida tbm se voltam as exibições diferenciadas para os sinais, ou se seguem unificados.

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