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A Academia de Artes e Ciências Cinematográfica anunciou que Jimmy Kimmel irá apresentar a cerimônia do Oscar de 2023.

Esta será a terceira vez que o comediante vai comandar a premiação. 

A próxima cerimônia do Oscar está marcada para 12 de março de 2023.

Fonte : https://www.omelete.com.br/filmes/oscar-2023-jimmy-kimmel

 

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A estreia de "Pantera Negra : Wakanda para Sempre" superou a de "Adão Negro" nos cinemas brasileiros.

A continuação de Pantera Negra arrecadou cerca de R$ 29,5 milhões e registrou público de 1,36 milhão de pessoas entre quinta-feira e domingo, segundo dados inéditos da Comscore.

Já o anti-herói interpretado por Dwayne Johnson teve renda de quase R$ 23 milhões e foi assistido por 1,15 milhão de espectadores no final de semana em que começou a ser exibido nas telonas.

Fonte : https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2022/11/estreia-de-pantera-negra-2-supera-a-de-adao-negro-nos-cinemas-brasileiros.ghtml

 

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Testes de exibição do quinto capítulo da franquia Indiana Jones no cinema tiveram um feedback ruim do parte do público.

As informações indicam que a Disney e a Lucasfilm exibiram diversos finais alternativos e que o público que participava do teste não gostou de nenhum deles. 

O mais preocupante deles por parte dos espectadores foi um que alegadamente traz a atriz Phoebe Waller-Bridge estabelecida como o novo rosto da franquia.

Fonte : https://cinepop.com.br/indiana-jones-5-rumores-indicam-que-exibicao-teste-foi-um-desastre-entenda-373232/

 

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O ESTADO DE S.PAULO

Em 2020, houve o fechamento dos cinemas na maior parte do ano, mas 2021 também foi duro para o segmento. A pandemia tirou não só o público das salas, mas também esvaziou a grade de lançamentos, devido às restrições sanitárias que levaram ao adiamento de produções. O segmento agora tenta se recuperar, mas ainda encontra dificuldades em tirar o público do sofá.

No primeiro semestre de 2022, as salas de exibição receberam 44,5 milhões de pessoas, segundo a Agência Nacional do Cinema (Ancine). Apesar de ser um crescimento ante 2021, quando 52,6 milhões foram aos cinemas no ano completo, a retomada dos cinemas engatinha no país. O público que foi ao cinema de janeiro a setembro de 2022 ainda está 48% abaixo do mesmo período de 2019, enquanto a renda de bilheteria tem queda de 38%.

O escritor Guilherme Dearo, 33 anos, por ano, ia cerca de 30 vezes ao cinema, conta, e em 2020 e 2021 foi apenas três. Aos poucos, retoma o hábito. “O orçamento está mais apertado, e os preços de comida e transporte estão mais caros. O ingresso para uma pessoa assistir a um único filme custa R$ 40. Os cinemas ainda estão vazios, sem filas e com muitas poltronas vagas. Por isso, muitos cinemas estão fechando as portas. O cinema não fica mais lotado por causa dos aplicativos de streaming”, diz.

Como outros produtos e serviços do dia a dia do brasileiro, o preço do ingresso para assistir a um longa nas telonas também inflacionou nos últimos meses. Dados do Índice de Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) apontam alta de 8,57% no preço dos cinemas para o acumulado do ano, praticamente o dobro da inflação geral no período, que ficou em 4,70% até outubro.

A venda de ingressos de cinema no mundo é um mercado que deve faturar US$ 16,94 bilhões em 2022. O número representa um salto de 237,7% ante 2021, quando a receita global foi de US$ 5 bilhões.

Já no Brasil, a venda de ingressos faturou US$ 40 milhões em 2021 e deve fechar 2022 com US$ 142 milhões. A receita média por pessoa é de apenas US$ 9.53, pouco menos de um terço da média global. 

No vácuo deixado pelos cinemas, as grandes empresas de streaming apostaram pesado durante a pandemia e colheram bons frutos. A Netflix superou a marca de 200 milhões de assinantes. A HBO ganhou novo fôlego com o HBO Max e produções originais, como episódios que reuniram elencos da série Friends e dos filmes da franquia Harry Potter. A Disney, enquanto perdeu público nos parques, viu seu serviço de streaming decolar e aproveitou para lançar produções originais da Marvel.

Mas, ainda no primeiro trimestre deste ano, a Netflix precisou demitir funcionários após uma queda brusca de assinantes pela primeira vez em 10 anos. Os motivos associados ao movimento são o fim das restrições sanitárias para conter a pandemia em diversos países, o aumento da concorrência e a redução do poder de compra no mundo. Ou seja, apesar dos desafios, os consumidores não têm intenção de abrir mão totalmente da experiência de ir ao cinema.

Tiago Mafra, diretor da Ancine, cita a redução de lançamentos de filmes desde 2020 e prevê que o público ainda levará algum tempo para retomar o hábito de ir às salas. “De longe, o cinema foi o entretenimento mais afetado. O cinema voltou quando academias, restaurantes e bares já estavam em pleno funcionamento. Isso impactou o hábito do consumidor”.

O executivo ressalta que a janela de exibição do cinema em relação a outros formatos, como streaming e TV paga, foi reduzida para dar rentabilidade às produções no período mais agudo da pandemia. Mas isso já está mudando, e o público deve ser estimulado a voltar ao cinema, à medida que as produções voltem. “No ano que vem, poderemos ter melhor dimensão da recuperação do mercado porque teremos uma base de comparação melhor, com 650 filmes lançados por ano. Houve semanas neste ano sem filmes para o público infantil”, diz Tiago Mafra.

Para Luiz Marinho, sócio-diretor da consultoria Gouvêa Malls, o não retorno ao cinema tem uma combinação de fatores, como o custo, a redução do fluxo dos shoppings e a ascensão do streaming. “O cinema não perdeu a atratividade. Mas as pessoas estão sendo mais seletivas para investir em um programa de cinema. O público prefere ir ao cinema quando há grandes títulos da Marvel e da Disney. Esse é um comportamento global que é uma consequência do streaming. A distância entre o filme sair do cinema e chegar à TV fechada ou streaming era mais longa e diminuiu. Por isso, os cinemas precisam mexer em suas estratégias. O cinema se torna um programa mais excludente à medida que há preços mais altos e poltronas mais sofisticadas”, afirma.

O segmento busca recuperar o público com novas produções chegando às telas. Além do fator sazonalidade, há investimentos para melhorar a experiência do consumidor. Desde antes da pandemia, o segmento já apostava em tecnologia para modernizar as salas. Segundo especialistas, há dois caminhos principais para atrair o consumidor : criar salas sofisticadas ou reduzir os preços.

Ainda em 2019, a sul-coreana Samsung se uniu à rede de cinemas Cinépolis e trouxe ao País a primeira sala Cinema Onyx 4K, que não tem projetor. Em vez disso, o painel da sala utiliza tecnologia LED, parecida com a dos televisores, mas com tamanho de 455 polegadas. A sala fica no Shopping JK Iguatemi, na Vila Olímpia, em São Paulo. Com a tecnologia, a tela pode oferecer picos dez vezes superiores em termos de brilho e contraste, em razão da ausência do projetor. A sala tecnológica representa um dos esforços do setor para atrair o público e, ao mesmo tempo, elevar o nível de experiência e preço dos ingressos.

Para criar uma receita perene e restabelecer o hábito de ir ao cinema, a rede Cinemark criou, neste ano, um novo programa de fidelidade, o Cinemark Club. A assinatura mensal dá acesso a benefícios, como dois ingressos 2D por mês válidos para qualquer dia da semana, até 20% de desconto em petiscos selecionados, um combo (pipoca e refrigerante) no mês de aniversário do cliente, além de brindes.

Enquanto as salas não voltam a ficar cheias, a maioria das empresas vai usando seu espaço de maneira a preencher as lacunas na sua agenda com eventos nem sempre relacionados ao universo dos filmes. Palestras, festas de aniversário, sessões privadas, workshops, confraternizações e todo tipo de evento corporativo passaram a ser uma forma extra de faturamento.

A rede Cinépolis oferece até pacotes de festas para crianças de 1 a 12 anos em um salão de festas próprio. Outra opção que foge ao tradicional, são as “Sala Junior”, voltadas às crianças. No local, o público conta com acesso a brinquedos, doces e até um tobogã instalado dentro de uma sala de cinema. Nesses espaços, o preço do ingresso pode chegar até R$ 107, conforme site Ingressos.com.

A rede Cinemark, durante o período de escassez de público, lançou o projeto “sua sessão”, em que os usuários poderiam fechar a sala do cinema por R$ 350. Pelo valor, quem contratasse o serviço poderia chamar até 20 pessoas para acompanhar um filme na rede e ter essa sensação de “serviço exclusivo”.

 

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Novas imagens do filme "Indiana Jones 5".

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O ESTADO DE S.PAULO

Johnny Depp vai retornar ao elenco de Piratas do Caribe. O ator voltará a dar vida ao capitão Jack Sparrow nas filmagens que iniciarão em 2023. 

Segundo o site The Sun, as gravações vão começar em fevereiro do ano que vem e o título provisório do novo filme da franquia é A Day At The Sea (Um Dia no Mar).

“Johnny deve retornar como Jack Sparrow e está programado para começar a filmar no início de fevereiro em um local secreto no Reino Unido. Está tudo em fase inicial e ainda não há nenhum diretor ligado ao projeto, que está sendo chamado de Um Dia no Mar”, disse a fonte da publicação.

 

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Em entrevista ao The Hollywood Repoter, o diretor Guy Ritchie, que dirigiu o live-action de Aladdin (2019), disse que o ator Will Smith está mais que convidado para retornar à sequência do título, já anunciada pela Disney. 

"Nunca conheci um homem mais adorável, e trabalhar com ele foi uma das experiências mais maravilhosas e incríveis que já tive", disse o diretor à publicação. "Eu nunca vi nada além de um cavalheiro. Eu não teria nenhum problema em escalar Will Smith para qualquer coisa".

Fonte : https://www.omelete.com.br/filmes/diretor-will-smith-em-sequencia-de-aladdin/

 

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Os cinemas brasileiros contabilizaram neste final de semana a pior bilheteria dos últimos dois meses.

Entre quinta-feira e domingo, a arrecadação foi de R$ 12,91 milhões com um público de 617 mil pessoas, segundo dados da Comscore.

A última vez que houve um desempenho abaixo foi no início de setembro de 2022.

Mesmo com seis estreias no top 10 dos filmes mais assistidos, nem somados seus números desbancam o filme "Pantera Negra : Wakanda para Sempre", que lidera desde que estreou há quatro semanas. O sucesso da Marvel teve renda de R$ 6,84 milhões e foi assistido por quase 314 mil pessoas.

Fonte : https://oglobo.globo.com/blogs/lauro-jardim/post/2022/12/cinemas-brasileiros-tem-pior-bilheteria-dos-ultimos-dois-meses.ghtml

 

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CINEMA BRASILEIRO

“A cor do seu destino”, filme de Jorge Duran

O filme “A cor do seu destino”, de 1986, mostra o quê e em quem jogar coisas em sinal de protesto.

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No filme brasileiro “A cor do seu destino”, lançado em 1986, com direção de Jorge Duran, conta-se o drama da família de Victor, sua esposa Laura e os filhos Vitor e Paulo, vividos, respectivamente, pelo ator chileno Jorge Caicedo e por Norma Bengell, Chico Díaz e Guilherme Fontes. Em resumo, Victor é chileno casado com uma brasileira; devido ao envolvimento com a resistência ao governo fascista e criminoso de Augusto Pinochet, a família se exila no Rio de Janeiro. Embora criança na época da morte de Vitor, vítima da polícia política, o irmão Paulo, agora adolescente, recorda-se dolorosamente do irmão, vivenciando com dificuldade a indignação dos pais com o regime chileno, ainda dominado pela ditadura.

Paulo é adolescente pequeno burguês em vias de despertar para a luta política; essa trajetória no filme é mediada por duas moças, também adolescentes: Helena, a namorada da faculdade, vivida por Andréa Beltrão; e Patrícia, a prima chilena, vivida por Júlia Lemmertz, quem é obrigada, novamente por atividades contra a ditadura de Pinochet, a se refugiar no Brasil, na casa dos tios.

O filme é muito bem montado; com ritmo moderado, predominam as cenas reflexivas em que Paulo busca ordenar as memórias confusas da infância passada no Chile. Apesar dele não se lembrar exatamente da casa onde morava, ainda são bastante vívidas as recordações dolorosas da invasão do lar, na calada da noite, pela polícia política da ditadura chilena, tais e quais as humilhações sofridas pelo irmão e o pai, ambos detidos para interrogatório, e as provocações do chefe de polícia, de cuja face ele não se esqueceu. Se o passado lhe incomoda, no presente ele não compreende bem o namoro com Helena, quem lhe propõe relação aberta; no início também confusa, mas depois bastante esclarecedora, é sua relação Patrícia, a prima chilena, responsável por aclarar sua mente a respeito da luta política.

Certa tarde, passeando pelos arredores do consulado do Chile, Paulo se depara com o cônsul, vivido pelo ator argentino Antônio Ameijeiras, saindo de automóvel, reconhecendo nele o antigo chefe de polícia, o torturador do irmão e do pai. Nessa passagem, a denúncia feita pelo filme é revoltante; quantos criminosos, semelhantemente àquele cônsul, escapam impunemente, alcançando cargos importantes nas ditaduras e nas ditas democracias burguesas, tudo se passando como se a criminalidade fosse prerrequisito para a distribuição e ocupação desses cargos.

Paulo e Patrícia, jovens e bonitos, dormindo no mesmo quarto, tornam-se amigos íntimos e terminam enamorados; após algumas aventuras e desencontros, próprios da juventude, numa bela manhã o casal de primos e Helena se deparam. Embora enciumada, Helena continua fiel a sua proposta de relação aberta, juntando-se aos primos para uma manifestação no consulado do Chile, pois ambos pretendem, com a desculpa de serem estudantes fazendo pesquisa, entrar na sala do cônsul, lançando sobre ele latas de tinta vermelha.

Nesse momento, o filme se torna exemplar por, pelo menos, dois motivos: (1) Helena, Patrícia e Paulo superam a crise dos namoros pequeno-burgueses em função de causas mais importantes; (2) nos tempos quando meia dúzia de infelizes, todos bons viventes em países imperialistas, supostamente protestam lançando massa de tomate em obras de arte ou fuçando no lixo dos países ricos em busca de frutas podres, o filme mostra o quê e em quem jogar na hora do protesto. Evidentemente, não se trata ainda da revolução proletária, mas de agir contra os verdadeiros inimigos da liberdade; tratou-se, no filme, de denunciar um torturador e não de agredir o trabalho de artistas, na maioria das vezes, explorados durante a vida e reconhecidos apenas após a morte.

Na trama, o cônsul saca sua arma contra os três manifestantes; o final, porém, eu preservo para quem se sentir motivado a assistir a “A cor do seu destino”, disponível integralmente no Youtube, neste endereço:

 

“A cor do seu destino”, filme de Jorge Duran • Diário Causa Operária (causaoperaria.org.br)

 

 

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Já que o Will Smith não vai poder mais ser indicado ao Oscar (que ele venceu esse ano) nos próximos anos, por causa do tapa que ele deu no Chris Rock, que pelo menos ele possa ser indicado em outras premiações, como o Globo de Ouro.

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Indicados ao Globo de Ouro 2023 :

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MELHOR FILME – DRAMA

. "Os Fabelmans"
. "Tár"
. "Top Gun : Maverick"
. "Avatar : O caminho da água"
. "Elvis"

MELHOR FILME - COMÉDIA/MUSICAL

. "Os Banshees de Inisherin"
. "Tudo em todo lugar ao mesmo tempo"
. "Babilônia"
. "Glass Onion"
. "Triângulo da tristeza"

MELHOR FILME DE ANIMAÇÃO

. "Pinóquio"
. "Gato de Botas 2 : O Último Pedido"
. "Red : Crescer é uma Fera"
. "Inu-Oh"
. "Marcel the Shell with Shoes On"

MELHOR DIRETOR

. Steven Spielberg - "Os Fabelmans"
. James Cameron - "Avatar : O caminho da água"
. Baz Luhrmann - "Elvis"
. Daniel Kwan e Daniel Scheinert - "Tudo em todo lugar ao mesmo tempo"
. Martin McDonagh, "Os Banshees de Inisherin"

MELHOR ATRIZ EM FILME – DRAMA

. Cate Blanchett - "Tár"
. Michelle Williams - "Os Fabelmans"
. Ana de Armas - "Blonde"
. Olivia Colman - "Império da luz"
. Viola Davis - "A mulher rei"

MELHOR ATRIZ EM FILME - COMÉDIA/MUSICAL

. Michelle Yeoh - "Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo"
. Emma Thompson - "Boa sorte, Leo Grande"
. Margot Robbie - "Babilônia"
. Anya Taylor-Joy - "O Menu"
. Lesley Manville - "Sra. Harris vai a Paris"

MELHOR ATOR EM FILME – DRAMA

. Brendan Fraser - "The Whale"
. Austin Butler - "Elvis"
. Hugh Jackman - "The son"
. Bill Nighy - "Living"
. Jeremy Pope - "The inspection"

MELHOR ATOR EM FILME - COMÉDIA/MUSICAL

. Colin Farrell, "Os Banshees de Inisherin"
. Daniel Craig, "Glass Onion: Um Mistério Knives Out"
. Adam Driver, "Ruído branco"
. Ralph Fiennes, "O Menu"
. Diego Calva, "Babilônia"

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE EM FILME

. Angela Bassett, "Pantera Negra : Wakanda para sempre"
. Kerry Condon, "Os Banshees de Inisherin"
. Carey Mulligan - "Ela disse"
. Jamie Lee Curtis, "Tudo em todo Lugar ao mesmo tempo"
. Dolly De Leon, "Triângulo da tristeza"

MELHOR ATOR COADJUVANTE EM FILME

. Brendan Gleeson, "Os Banshees de Inisherin"
. Ke Huy Quan, "Tudo em todo lugar ao mesmo tempo"
. Barry Keoghan, "Os Banshees de Inisherin"
. Eddie Redmayne, "O enfermeiro da noite"
. Brad Pitt, "Babilônia"

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL EM FILME

. "Hold My Hand", Lady Gaga ("Top Gun : Maverick")
. "Lift Me Up", Rihanna ("Pantera Negra : Wakanda para sempre")
. "Carolina", Taylor Swift ("Um Lugar Bem Longe Daqui")
. "Ciao Papa", Guillermo del Toro & Roeban Katz ("Pinóquio")
. "Naatu Naatu", Kala Bhairava, M. M. Keeravani, Rahul Sipligunj ("RRR")

MELHOR ROTEIRO

. Daniel Kwan & Daniel Scheinert, "Tudo em todo lugar ao mesmo tempo"
. Martin McDonagh, "Os Banshees de Inisherin"
. Todd Field, "Tár"
. Tony Kushner & Steven Spielberg, "Os Fabelmans"
. Sarah Polley, "Entre mulheres"

 

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CINEMA E POLÍTICA

O melhor filme de todos os tempos

Filme de Chantal Akerman é uma reflexão sobre rotina e trabalho no cotidiano capitalista

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Achamada cultura identitária ganhou mais um capítulo na semana passada com a revelação de uma lista “dos 100 melhores filmes de todos os tempos” feita pelo British Film Institute (BFI) em parceria com a revista britânica Sight and Sound. O BFI é uma agência do governo britânico que zela pela preservação, financiamento e fomento ao cinema no Reino Unido.

O nicho cinematográfico, associado ao rótulo de mercado “cinema de arte”, vive da criação de valor a partir da arbitrária seleção de cânones embalados pela mistificação da figura do diretor de cinema, algo estabelecido desde que François Truffaut publicou um pequeno texto chamado “Uma certa tendência do cinema francês” na revista Cahiers do Cinema, em 1954.

A questão aqui é contraditória. De um lado, temos sim uma coleção enorme de obras cinematográficas que são expressões artisticas de imensa qualidade. De outro, a utilização política dessas obras para enaltecer o gênio de certos estados nacionais e delimitar o que é civilização de acordo com a imposição cultural de plantão.

A criação de cânones é realizada a partir de alguns rituais que seguem uma ordem pré-estabelecida. Primeiro temos os festivais de cinema que, de um lado, permitem a circulação de obras menos comerciais, mas que representam também um recorte sobre o que deve ser assistido ou não e o que deve ser considerado arte ou não. 

Com os festivais, temos, em segundo, a participação da imprensa especializada, ou da crítica de cinema.  Esta tem a função de promover e ressaltar a importância do cânone, ratificando aqueles que merecem maior atenção a partir de resenhas que são publicadas nas editorias de cultura da mesma imprensa que faz da sua cobertura de política uma propaganda do ponto de vista da classe dominante. 

Por fim, temos as listas, como essa recente do BFI, que mistura um pouco de tudo para dar autoridade à eleição, cujo resultado  se espalha como pólvora acesa por todos os continentes e estabelece qual arte deve ser consumida pelos cinéfilos, ou seja, pelo gosto civilizado.

A lista publicada na semana passada é a expressão máxima desse conceito. O melhor filme de todos os tempos, eleito por mais de 1.600 críticos, segundo o BFI, foi Jeanne Dielman  (Jeanne Dielman, 23, quai du Commerce, 1080 Bruxelles), dirigido em 1975 pela cineasta belga Chantal Akerman, na época com 25 anos de idade. 

Se estivesse viva, Chantal Akerman, que faleceu em 2015, talvez fosse contra a escolha. Não que seu filme não seja bom (falaremos sobre ele mais adiante), mas porque os motivos civilizatórios para esta canonização acabam por esconder suas virtudes. Chantal era mulher, judia e lésbica. Sua mãe sobreviveu ao campo de concentração de Auschwitz, lugar onde viu toda sua família perecer. Esses são os reais motivos da escolha.

É evidente que o “melhor filme de todos os tempos” serve ao propósito de imposição dos valores ditos civilizatórios que,  neste caso, atendem explicitamente à agenda identitária que a Europa e os Estados Unidos vêm propagandeando e que serve de máscara palatável aos seus constantes ataques à soberania de qualquer país que lhes faça o mínimo de oposição. 

Trata-se da apropriação de uma criação artística de 1975 para fins únicos de propaganda de guerra, muito parecida com a que foi feita este ano com o Festival de Cannes. O identitarismo é como um slogan, uma falácia retórica que justifica e esconde os atos imorais desses mesmos países e de suas políticas de expropriação, de exploração e de terror fascista.

Justifica perfeitamente, neste momento, a guerra no próprio solo europeu e os ataques incessantes a países como Rússia, Irã e China, considerados não civilizados, machistas, homofóbicos, ditaduras extremistas e fundamentalistas. O Brasil corre o mesmo risco, não tenhamos dúvidas. O identitarismo é a maquiagem perfeita e ajuda a manter o que há de mais reacionário atualmente.

Vale a pena assistir a Jeanne Dielman?

Apesar da apropriação política da figura de sua diretora, o filme merece  ser visto. Podemos precebe-lo como um retrato da subjetividade da pequena burguesia europeia. No enredo, Jeanne Dielman (Delphine Seyrig) é uma viúva, dona de casa, que vive uma rotina de cuidar do filho, já adulto, e do pequeno apartamento onde eles vivem em Bruxelas. Com mais de três horas de duração, a película nos convida a acompanhar três dias deste cotidiano. Tarefa que pode ser difícil para aqueles em busca de muita ação.

No campo da forma, Akerman fez um filme descritivo, ao invés de narrativo, visto que a ênfase é mostrar a realização das tarefas com esmero, eficiência, técnica e no tempo exato. É uma representação da lógica do trabalho, aplicada ao ambiente doméstico. Entre as tarefas estão descascar batatas, lavar louça, arrumar as camas e receber homens, como prostituta, no final da tarde, o que parece ser a fonte de renda da protagonista.

Parentesco com a pós-modernidade

Essa parece ser uma representação de um conceito que se tornou muito popular entre as feministas francesas dos anos 1970 chamado de divisão sexual do trabalho, formulado a partir do conceito de divisão social do trabalho de Marx. Jeanne é representada como uma trabalhadora pequeno-burguesa alienada, que faz com esmero as tarefas a ela são destinadas por causa do seu sexo.  

Neste caso, o filme pode ser visto  atualmente como um documento sobre como a cineasta utilizou as filosofias sociais que circulavam nos anos 1970, com forte influência da psicanálise, para fazer seu filme. É da mesma época, por exemplo, um texto que ficou famoso “Visual Pleasure and Narrative Cinema”, da teórica americana Laura Mulvey, um exemplo do ambiente intelectual do pós-1968, muito influenciado pela crítica francesa encabeçada por Foucault, Deleuse e Guattari. Hoje em dia, fortemente criticados pela crítica materialista.

Surrealismo e digressão

No teatro e no cinema, podemos incluir Jeanne em uma lista de personagens femininas que a antecederam como Agnés, a filha do deus Indra, da peça O Sonho (1901), do dramaturgo suéco August Strindberg (este texto foi adaptado por Ingmar Bergman em 1963 para a TV e está disponível no YouTube com legendas em inglês). Há um diálogo entre Agnès e um advogado sobre dever e lazer que é o retrato de Jeanne. Eis um trecho:

Advogado: Agora você já viu quase tudo, mas não passou pelo pior.
Inês: O que pode ser isso?
Advogado: Repetição. Repita o padrão. Volte. Aprenda a lição novamente. Volte aos seus deveres.
Inês: O que é dever?
Advogado: É tudo o que você evita. Tudo o que você não quer e deve fazer. É abster-se. Renunciar. Deixar para trás. Tudo que é desagradável, repulsivo, tedioso.
Inês: Não há deveres agradáveis?
Advogado: Eles se tornam agradáveis quando você termina.
Inês: Quando já não existem. O dever é sempre desagradável. O que é agradável?
Advogado: O pecado é agradável.
Inês: Pecado?
Advogado: Que tem que ser punido, sim.

Do mesmo Ingmar Bergman, temos Monica e o Desejo (1953), sobre uma jovem da classe operária que não se adapta à vida doméstica. Além desse, temos a A Bela da Tarde, de Luiz Buñuel (1967), sobre uma esposa de classe média que trai o marido médico em um bordel. Jeanne é sucedida pela força explícita da Ninfomaníaca de Lars von Trier (2013), uma mulher que rompe com todas as barreiras sociais impostas a ela, principalmente aquelas morais ligadas ao politicamente correto pseudo-progressista de nossos tempos. 

Em comum entre essas personagens, uma ligação com o surrealismo (claro, menos Monica). No caso, Akerman utiliza pitadas surrealistas em meio a uma encenação que busca ser naturalista, criando contradições e estranhamentos sutis. 

O realismo surge nas cenas descritivas da rotina repetitiva da personagem, como o ato de cozinhar, acordar o filho, fazer o café, tomar banho e limpar a banheira. Acompanhamos essas tarefas como se fossem um ritual, realizadas sempre na mesma ordem e nos mesmos horários. Na fonte, também estão os romances do início do século XX, como os de Marcel Proust, e suas descrições (ou digressões) da subjetivida burguesa. 

No geral, são romances desprovidos de ação, aventuras ou encantamentos, próprios de um mundo burguês previsível, característica que os romancistas modernos do início do século identificaram na nova classe dominante, O dramaturgo Samuel Beckett fala do tédio como marca do romance de Proust: “o pêndulo oscila entre estes dois termos: Sofrimento – que abre uma janela para o real e é a condição principal da experiência artística, e Tédio – com seu exército de ministros higiênicos e aprumados, o Tédio que deve ser considerado como o mais tolerável, já que é o mais duradouro de todos os males humanos”.

O teórico Franco Moretti fala do romance burguês como um romance de enchimentos: “(…) pequenas coisas se tornam significantes sem deixar de ser “pequenas”, tornam-se narrativas sem deixar de ser cotidiano. (…) Os enchimentos racionalizam o universo do romance, transformando-o em um mundo com poucas surpresas, pouquíssimas aventuras e absolutamente sem milagres”.

Essa é a experiência que percebemos ao assistir o cotidiano de Jeanne Dielman.

Já o surrealismo se embrenha nesta rotina, desafiando-a e desafiando quem assiste, rompendo com a aparente ordem imaculada desta dona de casa. Ele acontece nos encontros sexuais comerciais aos quais ela se sujeita, nas conversas edipianas com o filho e no apartamento decorado como se fosse 1944, ainda na Guerra, e não 1975, como se houvesse parado no tempo. Até mesmo a marcação temporal parece carecer de certa verossimilhança, como se estivéssemos lidando com um sonho.

Essa oscilação entre a descrição detalhada do prosaico, a ausência da ação que no drama coloca os personagens em movimento, e a intrusão de elementos situacionais, diálogos, músicas e sons, quebra com a naturalização do que está sendo mostrado. 

Os sons são um caso a parte. Colocando Jeanne sozinha no apartamento a maior parte do tempo, o filme se desenrola quase como se fosse mudo, dependente das expressões faciais da ótima atriz Delphine Seyrig. Os únicos sons são dos objetos, dos passos, do ascender e apagar de interruptores de luz, das panelas, da abertura de janelas e de portas. São os sons do apartamento que formam uma espécie de sinfonia dos objetos comuns.

A ação inesperada e surpreendente acontece somente nos minutos finais, mais um elemento surrealista, que não descreverei para não estragar a experiência de quem vai assistir ao filme. É como se Jeanne finalmente decidisse deixar sua cápsula do tempo, que parecia hermeticamente fechada , e, com um gesto trágico, um tipo de sacrifício, partisse para um nova ordem temporal e espacial, que gera movimento e, portanto, mudança.

Na forma, trata-se evidentemente de romper com o exercício descritivo hipnotizante, sustentado com  variações, para entrar no jogo do drama, porém destruindo de maneira irremediável o reino  pequeno-burguês congelado desta matriarca ambígua e autoritária.

A lógica cultura do capitalismo tardio

Diante dessas contradições, como considerar a premiação que certamente fará com que muito gente procure e descubra Jeanne Dielman? Como apontado no início desse texto, o problema está na lista, que é uma peça de propaganda política de um estado reacionário em guerra. O filme e sua diretora apenas servem ao propósito atual de imposição de valores considerados civilizados pelo imperialisto. É a lógica cultural do capitalismo tardio, como diz o crítico norte-americano Fredric Jameson.

Na semana passada, por exemplo, fiz um texto sobre um filme excepcional, chamado Relações de Classe, dirigido pelos cineastas franceses Danièle Huillet e Jean-Marie Straub. Por que esse filme não esta em primeiro lugar na lista do BFI? Temos inclusive uma diretora! Talvez seja pelo fato de que seus criadores tenham sido socialistas declaradamente revolucionários.

Em uma entrevista sobre este filme, concedida em 1985, Straub fez uma crítica à cultura cinéfila, que considerava superficial. Ele falou da importância de D.W. Griffith para a criação da linguagem cinematográfica que conhecemos nos dias de hoje em filmes como O Nascimento de uma Nação  (1915) e Intolerância  (1916). Por que esses filmes não ocupam o primeiro lugar? Talvez porque hoje em dia eles estejam passando pelo escrutínio civilizatório, pela condenação ideológica e pela cultura do cancelamento. Mas, se ficarmos no campo progressista, onde encaixar os filmes de Charles Chaplin? E os de Serguei Eisenstein? A expressão “melhor filme de todos os tempos”  revela um desconhecimento muito grande da história do cinema.

Esse texto sobre Jeanne Dielman  apenas arranha sua complexidade narrativa. No entanto, fica evidente que sua origem está no teatro, na literatura e no cinema do século XX. Ele não é fruto do mero acaso ou de um lampejo de genialidade. Akerman com certeza conhecia algumas dessas obras e técnicas, provavelmente todas e muitas mais. O mérito da diretora foi o de trabalhar com esses materiais e fazer um filme muito criativo e lúcido no momento histórico de sua produção.

Jeanne Dielman pode ser assistido no serviço de streaming Filmicca.

https://causaoperaria.org.br/2022/o-melhor-filme-de-todos-os-tempos/

 

 

 

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